“Fixadores” utilizados em perfumes
É um fato que bons perfumes devem ter bons fixadores, os quais equilibram as diferentes taxas de evaporação dos componentes desses perfumes. Isto garante ao perfume um aroma final equilibrado e permanente.
Nota-se que os fixadores também são utilizados em cosméticos e em preparações de limpeza, dentre outras.
Há fixadores naturais, que o Sistema Harmonizado (SH) denomina, de resinóides, e os sintéticos, que são, via de regra, compostos químicos orgânicos, obtidos por síntese.
Os fixadores sintéticos são classificados, quase sempre, no Capítulo 29 do SH.
Já os fixadores naturais ou resinóides são classificados no Capítulo 33 do SH.
Os fixadores naturais são compostos essencialmente de matérias não voláteis e obtidos por extração, via solventes orgânicos ou de fluidos supercríticos, a partir dos seguintes tipos de exsudatos:
1º) Matérias resinosas vegetais, naturais, dessecadas e não celulares (oleorresinas ou gomas-óleoresinas naturais, por exemplo);
2º) Matérias resinosas animais, naturais e dessecadas (castóreo, algália ou almíscar, por exemplo).
Os principais resinóides são: algália; almíscar; assa foétida (ou assa fétida); balsamo de meca; balsamo do peru; benjoim; castóreo; copaíba; elemi; gálabano; labdanum; mástique (almécega); mirra; olibano; opóponax; styrax; bálsamo-de-tolu.
Os fixadores naturais se classificam na subposição 3301.30 do SH.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br. Fontes: SH e NESH, com adaptações.