Sobre a interrupção dos ex-tarifários
A Aduaneiras informou que:
Editorial econômico
publicado na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo, analisa que o crescimento
econômico exige investimentos nos setores público e privado e a recuperação da
indústria nacional passa pela melhoria da sua competitividade e da sua
capacidade de inovação. Em face disso, não se entende que a importação de
máquinas e equipamentos, beneficiada com redução não desprezível de tarifas (de
14% para 2%) incidentes nos bens sem similar nacional, sofra, de repente, uma
suspensão dessa facilidade. A Secretaria de Desenvolvimento da Produção, do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), explicou
que a suspensão é temporária, uma pausa para aperfeiçoamento dos critérios
que permitem esta quase isenção de tarifas. Fonte: O Estado de S.Paulo.
Como é difícil trabalhar o comércio
exterior no Brasil. As regras mudam ao sabor das pressões que exercem os diferentes
agentes econômicos.
Privar empresas de comprarem máquinas e
equipamentos a tarifas de 2% é um ato vazio, pois as assimetrias econômicas não
vão desaparecer por mágica (esse tipo de ato agrada certos setores que vão
continuar a ganhar as benesses e o nosso dinheiro, pois favorecer um ou mais
setores transfere renda para esses setores).
Comércio exterior exige estabilidade na
legislação e expertise gerencial e técnica; é um jogo para profissionais.
Será que o momento é do “oba-oba” ou “o
que vale é a pressão que se pode fazer”?
É preferível acabar com os
ex-tarifários e viver esse “faz de conta”, que nos leva cada vez mais próximo
ao abismo do encolhimento econômico, que começa a dar sinais assutadores (basta
olhar o que está ocorrendo no mercado industrial e nas commodities
comercializadas pelo Brasil).
Temos que optar: nos tornarmos adultos
ou continuamos a brincar de País desenvolvido (não somos ainda, mas poderemos
ser).
Lamentável, mas o Editorial do Estadão
está certíssimo.
Cesar Olivier Dalston, www.dalston.com.br. Fonte: www.aduaneiras.com.br.